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Em minha casa, os meus pais sempre nos tentaram incutir algumas boas práticas ambientais. Na verdade, e agora que penso nisso, acho que tinham mais a ver com poupança do orçamento doméstico do que propriamente com preocupação com o ambiente. Aquelas coisas do “não tomem banhos de um hora”, “desliguem a água enquanto estão a pôr champô”, “desliguem a luz do quarto se não estão lá” foram ditas e repetidas até ao infinito. E, talvez por isso, também eu agora dou por mim a fazer o mesmo. Juro que fico nervosa com água a correr sem haver necessidade e que me sinto pequenas taquicardias de cada vez que vejo uma luz ligada desnecessariamente. Desconfio até que a minha missão mais importante nesta família é andar constantemente a apagar as luzes que eles deixam acessas. 
Mas voltando aos meus pais e à minha infância. Claro que eles me ensinaram aquelas coisas básicas, tipo, “não se deita lixo para o chão” mas, na nossa época, não se ouvia falar de metade das desgraças ambientais que hoje se ouve. Talvez porque vivêssemos na crença inocente de que estava tudo óptimo com o planeta, talvez porque as coisas ainda não estivessem, efectivamente, tão más, talvez porque tivéssemos menos acesso a informação, talvez porque ainda não houvesse tantos e tão completos estudos a dizer-nos que isto vai de mal a pior e que já  não nos sobra assim tanto tempo para remediar o mal que fizemos. Sempre se falou de poluição, claro, mas era um tema que pairava assim muito ao de leve, como se só se passasse em sítios muito longínquos.
E, de repente, levamos com tudo em cima e é uma chapada violenta. O ar que respiramos está cada vez mais sujo, o mar onde mergulhámos toda a vida está cada vez mais cheio de lixo, há cada vez mais espécies animais ameaçadas, o aquecimento global demonstra os seus efeitos nefastos, já esgotámos praticamente todas as nossas reservas de recursos naturais e… já não dá para ignorar. Já não dá para assobiar para o ar e fingir que não é nada connosco ou que é só uma coisa que vai ter efeitos daqui a milhões de anos.
De todos os lados saltam notícias, saltam estudos, saltam alertas: temos de ser mais conscientes, temos de mudar a nossa forma de viver, temos de encontrar formais mais sustentáveis de andar por este mundo, temos de garantir que ele ainda cá estará para as próximas gerações como esteve para nós. E há coisas tão pequenas, tão simples e tão fáceis que podem ser feitas. Estou sempre a ouvir pessoas a dizer coisas do género “não é por eu deixar de usar garrafas de plástico que isto vai melhorar” e juro que tenho vontade de lhes enfiar um dedo no olho. Porque se todos pensarmos assim, então é impossível mudar o que quer que seja. 
Há pouco tempo estive num hotel no Porto Santo que tinha espalhadas fontes de água por todo o lado. Nas zonas interiores, nos jardins, junto às piscinas, no caminho de acesso à praia. Tudo para que as pessoas pudessem encher as suas garrafas e não tivessem de estar sempre a pedir garrafas de plástico. Tinha levado a minha garrafa de inox, que anda sempre comigo, por isso passei as férias a enchê-la nas várias fontes disponíveis, mas vi muito pouca gente a fazer o mesmo. A grande maioria preferia passar no bar e pedir garrafas de plástico para a família toda.  É que nem se davam ao trabalho de reutilizá-las, iam só pedir mais e mais e mais. E eu não sei se faziam isto por se estarem nas tintas ou se por, lá está, acreditarem que o seu gesto não fará qualquer diferença.
Estou longe de ser absolutamente exemplar no que toca à protecção do ambiente, ainda tenho muiiiiiiito caminho pela frente e muita coisa que preciso de mudar, mas vou tentando fazer alguma coisa. Além de andar sempre com a minha garrafa, também já aboli as palhinhas de plástico na família inteira (somos crescidos, sabemos beber por um copo), procuro comprar frutas e legumes sem serem embalados, estou a substituir as escovas de dentes de plástico pelas de bambu, estou a tentar andar mais de transportes públicos ou a pé do que de carro e, quando vou às compras, levo um saco para não ter de estar a recorrer aos de plástico. E foi por isso que quando o LIDL, a propósito do Dia Mundial da Conservação da Natureza (que se celebra na próxima semana), me desafiou a desenhar um saco reutilizável,  eu disse logo que sim. Como não?

Ok, quando eu digo que desenhei, vamos ter alguma calma. Não desenhei, desenhei que, graças a Deus, sou uma pessoa bastante consciente das minhas limitações artísticas. Mas, em conjunto com a equipa LIDL, dei os meus inputs, fui explicando o que gostava e, juntos, chegámos ao ecobag final: um desenho bonito, floral e a frase #menosplásticomaisambiente. O saco vai estar à venda em todas as lojas LIDL, de norte a sul do país, já a partir de segunda-feira, 29 de Julho. É uma edição limitada, por isso corram e, por favor, dêem-lhe muito, muito uso. Acreditem que este pequeno gesto de ter um saco reutilizável faz mesmo muita diferença na quantidade de plástico que consumimos. E acreditem, também, que tudo conta, que tudo pode ajudar. Se ainda têm sacos de plástico em casa, reutilizem-nos até não dar mais porque, regra geral, cada pessoa não usa um saco mais do que 25 minutos. Depois deita-o fora e demora 300 anos a decompor-se no ambiente. Um pequeno crime, certo? Não podemos continuar a fingir que não se passa nada.

Para quem não sabe, o LIDL tem-se empenhado muitíssimo na redução dos plásticos e a tomar várias medidas para eliminá-los, reduzi-los, substitui-los e transformá-los (podem ver mais aqui). Em 2018 o LIDL assumiu o compromisso de reduzir o consumo de plástico em, pelo menos, 20% até 2025, o que conseguirá através de iniciativas como o fim da venda de sacos de plástico para transporte de compras (até ao final de 2019), o fim da venda de artigos de plástico descartável em todas as lojas nacionais, a incorporação de materiais recicláveis em todas as embalagens de marca própria (até 2025), a redução do plástico nas cápsulas de café e nas embalagens de frutos secos, ou o lançamento do TransforMAR, um projecto de sensibilização e reaproveitamento do plástico nas praias portuguesas.

Acho que se queremos ser mais conscientes nas nossas escolhas, é importante conhecer os sítios onde fazemos compras habitualmente  e escolher aqueles que, como o LIDL, se preocupam com o ambiente, estão envolvidos em projectos de responsabilidade social e estão empenhados em fazer a diferença. Porque todos os passos contam.

Post em parceria com o LIDL